Como alcançar objetivos? Seguindo sempre as trilhas já traçadas?
Pois a semana que passou foi de correria aqui por estas bandas.
E tudo a ver com o que publiquei ontem: Você cria a sua realidade, o seu mundo. E foi este o motivo que me deixou distante do PC, da possibilidade de publicar meus artigos diários. Mas foi por um bom motivo. Aliás, excelente motivo.
E o que ocorreu afinal? O que me ocupou tanto assim que me distanciou do Ivivaz?
Contando uma história
Nós aqui em casa cremos, de forma profunda, que nossa vida é produzida por nós mesmos. Foi sobre isto que já escrevi aqui no ivivaz e sobre este assunto há muitos textos no Decida ser Feliz!.
Não costumamos delegar a ninguém mais o que queremos. Assumimos as responsabilidades por construir nossa vida. Totalmente.
E o que desejamos sempre nos vem. De uma forma ou de outra. Levando mais ou menos tempo.
E tudo isto e o tempo para as coisas acontecerem são função de nossas certezas, nossas convicções no que queremos.
Como assim?
Por vezes desejamos alguma coisa e começamos a labutar em sua direção. Ocorre que isto pode ser apenas um desejo externo. Bem no fundo, há outros desejos mais fortes que são contraditórios a este.
E estas contradições podem vir de nossas crenças mais profundas. Aquelas crenças que criamos ou que nos foram impingidas durante nosso desenvolvimento.
Explicando: há desejos que tenho por vezes, tipo um carro ou uma motocicleta. Ocorre que bem no fundo não gosto de desperdícios. Sou literalmente contra isto. Já temos um carro bom o suficiente para nós.
Então, parece, ter dois ou três carros, motocicleta e outros quetais, considerando que só eu dirijo, é algo com pouco sentido lógico. Ao menos em minhas crenças.
Ou seja, ter mais um carro, quem os tem sabe de suas exigências, me obrigaria a pagar mais IPVA, mais lavagens, mais manutenções, andar com eles para não se estragarem, etc. Ou seja, seria mais uma chateação do que uma utilidade. Ou um prazer.
E o que desejamos e cremos?
Pois voltando à questão inicial: Temos gestionado sobre a atividade laboral de minha mulher. O que desejamos profundamente é construir nossa riqueza para não dependermos de ganhos vinculados a trabalho. Mas isto está em construção, ainda não supre nossas necessidades ou desejos.
Então, estar numa atividade externa ainda é uma necessidade.
O que aconteceu foi justo lá, nesta atividade. Temos envidado pensamentos, ações e esforços no sentido de ela ser promovida. Mas a toda nova possibilidade que aparece, tem surgido algum entrave.
Numa ocasião, uma possível promoção para uma unidade um pouco mais distante de casa, num somatório de pontos ela ficou fora do processo de escolhas.
Noutro seguinte teve alguns problemas no dia das entrevista que a desestabilizaram. Ainda noutro, alguém teve mais amizade e conseguiu a vaga. Ou algo do mesmo quilate pois a escolha foi estranha.
E assim dessa forma, vinham se sucedendo processos de seleção e ela não deslanchava.
Ocorre que há cerca de três anos ela havia buscado uma vaga num setor mais próximo de casa. Mesmo sem promoção. Sem sucesso na ocasião.
E isto ficou na deriva.
Alcançando o sucesso
Há duas semanas foi anunciado um processo de escolha para selecionar algum empregado para uma vaga em tal unidade que ela já quis trabalhar (próximo de nossa casa). Para um cargo acima do que julgava que poderia conseguir a promoção. Seria um salto de três níveis de hierarquia.
Pois apostamos nossas fichas, depois de muito pensarmos: era o local desejado, uma excelente promoção, ela tem as habilidades e conhecimentos necessários. Foi desencorajada por alguns, afinal era muito salto, parecia improvável.
Mas acontece que era tudo o que queríamos há muito. Era no acreditávamos ser bom e justo. E os saltos intermediários vinham sendo solapados por motivos quase sempre tolos.
Então foi preparação, semana nervosa, correrias para cumprir prazos até o dia das entrevistas. (O apoio e tempo que dispensei à situação e a ela, me deixaram fora de concentração para estar aqui postando artigos).
Surpreendentemente ela se apresentou de forma espetacular, sem o nervoso que sempre a acompanhou em outras ocasiões.
A banca não teve dúvida alguma na hora da escolha. Aliás, soubemos a boca pequena, houve sim dúvidas devido ao salto grande na carreira. Mas isto foi uma aposta que a banca acabou fazendo pelo que ela apresentou de conteúdos: seus conhecimentos e habilidades.
E agora, desde ontem, está a postos! Em sua nova unidade, novo cargo, mais gabarito, mais ganhos mensais, mais apropriado às suas capacidades.
E foi tudo função de apostas que vínhamos fazendo. Apostando em nossas convicções, nossas certezas.
É o que de fato queremos?
Não, o que queremos é que ela vá atuar no que deseja independente do quanto irá receber ao final do mês. O que não é o caso ainda. Mas nosso pensamento sobre isto é que, enquanto lá estiver, tem que ganhar o máximo num cargo do nível de suas capacidades. E foi isto o que aconteceu.
Ainda não resolvemos internamente todas nossas auto-limitações. Ainda temos crenças que nos impossibilitam de ir além.
Nosso ganho sobre isto é que sabemos de muitas destas limitações e crenças e estamos trabalhando para removê-las.
Podermos pensar em termos de liberdade de limites, de valores, de atrelamentos a que fomos ensinados a pensar é uma vantagem muito grande. Afinal há quem nem entenda que se auto-limita.
Tudo o que quisermos de fato realizar, tudo em que de fato acreditarmos e nos julgarmos merecedores,
nada nem ninguém poderá impedir que alcancemos.
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Autor da imagem: Hiking Santa Maria


